A opção por uma alimentação ou, pelo menos, pela experimentação de refeições vegetarianas, está cada vez mais presente à nossa volta. Nelas são excluídos total ou parcialmente os alimentos de origem animal. As razões para a adoção deste tipo de dieta vão desde questões ambientais, às questões de saúde, ou ainda por motivos éticos. Uma dieta vegetariana pode ser classificada em: dieta ovo-lacto-vegetariana (permite a ingestão de ovos e lacticínios), ovo-vegetariana (permite a ingestão de ovos), lacto-vegetariana (permite a ingestão de laticínios) e dieta vegan (exclui todos os alimentos de origem animal).

Dentro da dieta vegetariana existem ainda indivíduos que optam apenas pela ingestão de alimentos crus (raw food), sem que estes sejam submetidos a qualquer tipo de processamento ou confeção. Os alimentos deste tipo de dieta não são sujeitos a temperaturas superiores a 48ºC e são incluídos essencialmente alimentos do grupo dos legumes e vegetais, frutos e leguminosas.

Porquê raw food? Será que existem riscos?
Os adeptos da dieta vegetariana crua (ou crudivorismo), defendem que através deste tipo de dieta é possível tirar melhor partido das vitaminas, minerais e enzimas naturalmente presentes nos alimentos e que durante a confeção são parcialmente destruídos. No entanto, nalguns casos a confeção aumenta a concentração de determinados compostos benéficos para o organismo, como é o caso dos antioxidantes: licopeno (existente no tomate) e betacarotenos. Descubra aqui alguns exemplos.

A maioria dos alimentos característicos deste tipo de dieta são alimentos com menor densidade energética e gordura saturada, ricos em fibra e pobres em açúcar (vegetais, frutos, leguminosas), pelo que podem ajudar no controlo e perda de peso. Por outro lado, isto não se verifica numa dieta que inclua, por exemplo, abacate, frutos oleaginosos e sementes em elevadas quantidades, uma vez que irá apresentar um elevado valor energético e de gordura.

A realização de uma alimentação baseada em raw food com elevada ingestão de frutos e vegetais, pode resultar numa melhor regulação dos valores da pressão arterial, devido ao seu elevado teor de vitaminas e minerais, e baixo teor de sódio. Ainda assim, além de ser uma dieta difícil de implementar por ser altamente restritiva, pode originar deficiências de vitamina B12, de ferro, cálcio e de proteínas, devido principalmente à exclusão de alimentos de origem animal.

Também, ao contrário do que se verifica na raw food, durante a confeção, os alimentos são sujeitos a elevadas temperaturas, que permitem a eliminação de toxinas e bactérias, diminuindo o risco de intoxicações alimentares. Deste modo, na raw food é fundamental redobrar os cuidados na desinfeção dos alimentos a consumir.

Que cuidados devo ter para manter um adequado equilíbrio nutricional?
Caso pratique ou pretenda iniciar a prática de uma dieta vegetariana crua deve ter particular atenção aos nutrientes que frequentemente se encontram em défice (proteínas, vitamina B12, ferro e cálcio), devendo assim, procurar um médico e/ou um nutricionista/dietista. Ainda, tornando a confeção, os alimentos com melhor digestibilidade e mais seguros, esta dieta não deve ser recomendada para mulheres grávidas, crianças, idosos e indivíduos com sistema imunitário enfraquecido.

Uma dieta saudável é aquela que é equilibrada e variada, pelo que que pode optar por conjugar uma dieta “tradicional” com algumas refeições raw.

Equipa de Nutricionistas Jumbo. 


Descubra aqui ótimas ideias para equilibrar a dieta com raw food.

Dieta Vegetariana Crua: o que deve saber.