Descoberta na ilha Dominica, a Maranta arundinácea, em inglês conhecida por arrowroot, é vulgarmente conhecida por nós como Araruta. Esta planta foi inicialmente utilizada como curativa, nas feridas causadas pelas flechas aos guerreiros durante as batalhas.

De entre os produtos naturais, destaca-se por se apresentar sob a forma de polvilho, extraído dos rizomas da planta, após trituração. Desta forma, pode ser utilizada para engrossar molhos, recheios ou doces, sopas e empadões, fornecendo apenas glícidos/hidratos de carbono (88g/100g) e alguma fibra (3g/100g); apresenta baixo teor de gordura (0,1g/100g).

Tradicionalmente é uma farinha utilizada na preparação de papas para crianças e seniores, pela sua fácil digestibilidade. Sendo ideal para os pequenos-almoços ou lanches. Para a realização das papas misture a araruta com água a ferver, ou bebida a gosto (vegetal ou leite), deixando cozinhar durante 2 a 3 minutos.

No entanto, pode também ser utilizada em algumas receitas de doçaria, como por exemplo este bolo de araruta e mel:

Ingredientes:
4 ovos, 250g de farinha araruta, 1 chávena de adoçante em pó, 2 colheres de sopa de mel, 1 colher de chá de fermento em pó e essência de baunilha a gosto.

Preparação:
Bater as claras em castelo e juntar de seguida as gemas, adoçante, mel e farinha de araruta e bater todos os ingredientes. Adicionar o fermento e a essência de baunilha e bater novamente. Levar a massa preparada ao forno previamente aquecido a 180°C.

Pode saborear este bolo com um chá de gengibre e limão, aquecendo e deliciando as tardes de Inverno.

Joana Costa, Nutricionista Jumbo.
Membro da Ordem dos Nutricionistas nº2074N

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Farinha de Araruta: a alternativa saudável para miúdos e graúdos