A ingestão de açúcar é percepcionada como a quantidade de açúcar (tipicamente sob a forma de um granulado branco) que colocamos nos alimentos, como é o caso do chá, café, leite e ainda quando confecionamos produtos de pastelaria. Contudo, existem muitos alimentos que ingerimos diariamente com um teor de açúcar extremante elevado e em relação aos quais não associamos a presença do mesmo.

O relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) de 2005, que compara os hábitos alimentares e os indicadores de saúde dos trinta países membros, revelou que cada português consome, em média, cerca de 35kg de açúcar por ano. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a ingestão de açúcar não ultrapasse a quantidade de 25g por dia.

Análise dos rótulos
A rotulagem é uma ferramenta importante nas escolhas alimentares.

  • Se a palavra açúcar aparecer nos três primeiros ingredientes devemos evitá-lo.
  • Se o alimento tiver mais de 20g de açúcar por 100g de alimento, considera-se que este possui um elevado teor em açúcar.

No entanto, nem sempre o nome “açúcar” aparece descrito desta forma. As seguintes denominações: açúcar amarelo, açúcar mascavado, sacarose, glicose, dextrose, açúcar invertido, açúcar de cana, mel, melaço, xarope de glicose, xarope de milho, maltodextrina, entre outras, são também açúcar.

Este é o teor de açúcar de alguns alimentos que nos são tão familiares:

  •  1 colher de ketchup (15g): 4g ou cerca de ½ de colher de sopa de açúcar;
  • 1 lata de refrigerante cola: 35g açúcar ou 5 pacotes de açúcar;
  • 4 quadrados chocolate de leite (17g): 10g ou 1 colher de sopa de açúcar;
  • 4 bolachas Maria: 6g ou ½ colher de sopa de açúcar.

Espantado?! A verdade é que muitos alimentos têm mais açúcar do que por vezes aparentam.

Não se esqueça de analisar sempre o rótulo dos alimentos.

Pratique uma alimentação saudável.

Sónia Marcelo, Membro da Ordem dos Nutricionistas nº 0748N. 

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Autora do Livro Guerra ao Açúcar, disponível nas nossas lojas.

O açúcar invisível nos alimentos