Durante a gravidez é fundamental manter uma alimentação equilibrada e variada para se conseguir fornecer todos os nutrientes essenciais ao adequado desenvolvimento do feto. O consumo de peixe durante a gravidez é recomendado e fundamental para garantir um adequado nível de proteínas no organismo e ajudar a atingir a dose diária recomendada de ácidos gordos essenciais.

A proteína é importante para a formação da placenta, crescimento dos tecidos uterinos e desenvolvimento e crescimento do bebé.

A ingestão de ácidos gordos essenciais (ómega 3 e 6) durante a gravidez é importante e traz inúmeros benefícios, incluindo: melhoria da acuidade visual, pelo seu papel na formação do sistema nervoso e da retina; melhoria do desenvolvimento cognitivo; menor risco de partos prematuros; melhoria da depressão pós-parto.

A dose recomendada para as grávidas é de 13g/dia de Ómega 6 e de 1,4g/dia de Ómega 3 (DHA: 200mg). Sugerem-se como boas fontes destes nutrientes os seguintes alimentos: óleos de peixe, óleos vegetais (linhaça, canola e soja), frutos oleaginosos e peixes gordos (sendo que se aconselha a escolha da sardinha ou salmão).

Segundo a organização The American College of Obstetricians and Gynecologists, devem ser evitados os peixes com maiores teores em metilmercúrio. Sabe-se que este composto pode atravessar a placenta e causar danos para o bebé, incluindo atrasos no desenvolvimento do sistema nervoso.

Assim, está recomendado um consumo médio de 3 porções de peixe por semana (em que se pode incluir uma variedade de peixes tais como bacalhau, salmonete, sável, pescada, maruca). Para evitar os efeitos nocivos do mercúrio não se devem consumir os seguintes peixes: tubarão, peixe-espada, cavala, atum fresco e espadarte.

Andreia Ferreira, Nutricionista, Membro da ordem dos nutricionista nº 0285N

Recomendações sobre o consumo de peixe durante a gravidez