Diariamente é difícil não usar a farinha na nossa alimentação. Começando no pequeno-almoço com os cereais, pão ou bolachas, até às grandes refeições, com a ingestão de massas, wraps ou pizas.
As farinhas são obtidas pelo esmagamento dos cereais, transformando-os em “pó” fino, que pode ser utilizado numa grande variedade de produtos alimentares. Mas afinal, há “a” melhor farinha?

Na verdade não, tudo depende da preparação que pretendemos e das nossas necessidades nutricionais individuais. Consideremos as mais comummente utilizadas:
A farinha de trigo, pode ser incluída nas mais variadas preparações: bolos, pães, massas, pizas, biscoitos… Considera-se adequada para a panificação industrial, pela sua elevada capacidade de absorção de água. Nutricionalmente é uma farinha que, pelo seu processo de refinação, perdeu alguma fibra, vitaminas e minerais (com a separação da casca e do gérmen). Contém glúten (proteína vegetal não tolerada por doentes celíacos  e o seu índice glicémico (velocidade de absorção do açúcar no sangue) é elevado. Se optar pela sua versão integral vai obter um maior teor em fibra, podendo combiná-la com farinha de centeio.

A farinha de centeio é igualmente muito utilizada na preparação de pães, podendo ser utilizada com a de trigo, na proporção de 70/30, para obtenção de uma massa mais leve. À semelhança de farinha de trigo, contém glúten. Possui uma boa quantidade de fibra, tornando-a vantajosa para controlo do apetite e manutenção de uma glicémia (níveis de açúcar no sangue) adequada. Pode ainda ser utilizada na preparação de biscoitos e, para engrossar sopas e molhos.

A farinha de milho possui um sabor adocicado e suave, podendo combinar-se também com a de trigo, para preparação de pão e bolachas. É também utilizada para engrossar molhos, recheios, sopas e, nutricionalmente pelo seu teor em betacaroteno e vitamina C, é uma boa auxiliar na resistência às infeções; o seu teor de fibra torna-a por outro lado, favorável na manutenção de um trânsito intestinal regular. É uma farinha naturalmente isenta de glúten, no entanto, deve sempre consultar o rótulo, de modo a verificar se é feita alguma menção a este alergénio, no caso de ser intolerante. Na preparação de broas de milho, recomenda-se a utilização de sémola de milho, pela sua maior granulagem.

Por fim, a farinha de arroz. É naturalmente isenta de glúten (não excluindo a verificação de rotulagem), não conferindo a típica elasticidade às massas e pães, que as farinhas de trigo e centeio conferem. Aquando da sua utilização em pães e bolos, deve utilizar 30% da quantidade, misturando com outras variedades (como trigo, milho, centeio,…). Pela sua baixa capacidade de absorção de gordura, é uma boa escolha na preparação de polmes para frituras, tornando os alimentos menos calóricos e de mais fácil digestão.

Obtenha o melhor da mistura das diferentes farinhas. Porque não um pão de fruta para o seu próximo pequeno-almoço? Ou uma bola de peixe para o almoço?

Joana Costa, Nutricionista Jumbo. 
Membro da Ordem dos Nutricionistas nº2074N

Tipos de Farinha – o essencial